Babesiose Canina
A babesiose canina é uma grave doença causada por um protozoário (Babesia canis) capaz de causar infecção dos glóbulos vermelhos dos cães e anemia grave. Esta doença pode ser transmitida aos cães por várias espécies de carrapatos, e dentre eles, o Rhipicephalus sanguineus (carrapato vermelho do cão) é o principal responsável pela transmissão do agente.
O mais comum é que, no homem, as infecções ocorram devido à infecção por Babesia microti, que é transmitida pelo carrapato I. scapularis. Foram registrados inúmeros casos, inclusive co-infecção com Borrelia burgdorferi (doença de Lyme) em pessoas.
Os animais doentes podem apresentar prostração, tristeza e emagrecimento progressivo. O diagnóstico da doença é feito pelo Médico Veterinário, que pode tratar os animais com medicamentos específicos.
Não existem vacinas disponíveis contra a babesiose canina e a melhor forma de prevenção da doença é o controle da infestação por carrapatos.
Erliquiose Canina
A erliquiose canina é uma doença transmitida por carrapatos aos cães, mas existem relatos de gatos e seres humanos infectados por diferentes espécies de Erlichia sp (uma bactéria que vive obrigatoriamente dentro das células causando um tipo de infecção crônica). Dentre os principais sintomas dos animais doentes estão a prostração, falta de apetite, sangramentos (nasal, na pele, etc.) e o desenvolvimento de anemia grave. O Médico Veterinário pode fazer o diagnóstico da doença por meio de exames laboratoriais. O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos específicos.
Do mesmo modo que a babesiose canina, atualmente não existem vacinas disponíveis no mercado para prevenção desta doença que, devido a sua gravidade, deve ser prevenida por meio de um controle restrito da infestação por carrapatos.
Doença de Lyme
A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapatos aos cães e seres humanos (principalmente por ninfas do carrapato Ixodes scapularis no EUA e Ixodes ricinus na Europa), causada por uma bactéria espiroqueta chamada Borrelia burgdorferi. A infecção pode causar o acometimento de diversos órgãos, inclusive a pele, o sistema nervoso, o coração e as articulações.
Nos seres humanos pode haver ainda o surgimento de lesões eritematosas na pele (avermelhadas) que evoluem de forma centrífuga do local da picada do carrapato (chamado de eritema migratório), no entanto, esse achado nem sempre é freqüente. Em cães, os sintomas mais comuns são dor articular aguda, letargia e febre.
A doença de Lyme é considerada hoje a doença transmitida por vetores mais prevalente nos EUA, com quase 90.000 casos registrados nos Centros de Controle de Doenças em 49 estados entre 1992 e 1998. Neste país existem vacinas contra a doença de Lyme, no entanto, no Brasil, a única forma de prevenção ainda é o controle de carrapatos.
No Brasil a doença de Lyme já foi diagnosticada em cães na cidade de São Paulo, nos municípios da Baixada Fluminense (Estado do Rio de Janeiro) e em áreas rurais do Estado do Rio de Janeiro. A doença já foi também diagnosticada nos seres humanos.
Febre Maculosa
A febre maculosa é uma doença febril aguda, de gravidade variável, causada por uma bactéria (Rickettsia ricketsii) transmitida por carrapatos. O vetor desta doença é um carrapato, mas especificamente Amblyoma cajennense, também conhecido como “carrapato estrela” ou carrapato de cavalo. Além dele, outros carrapatos também podem transmitir a doença.
A transmissão da doença ocorre por meio da picada do carrapato infectado. A transmissão da doença pode se dar a partir de 4 a 6 horas a partir da fixação do carrapato na pele.
Nos seres humanos o surgimento dos sintomas da doença ocorre de forma súbita, acompanhado de febre alta, dores de cabeça e dores musculares. Geralmente no quarto dia surgem manchas róseas nas extremidades, em torno dos punhos e tornozelos, tronco, face, pescoço, palmas das mãos e solas dos pés.
Um dos problemas mais graves no diagnóstico da febre maculosa está na semelhança dos seus sintomas iniciais (febre, dor de cabeça, etc.) com os de outras doenças mais comuns como a gripe. Isso faz com que as pessoas muitas vezes não procurem o tratamento adequado no início do processo, e a doença evolua para um quadro mais grave. Cerca de 80% dos indivíduos com forma grave, se não diagnosticados e tratados a tempo, evoluem para óbito.
Sempre procure um Medico Veterinário para primeira analise e tratamento.