mundo animal
contato
Doenças animais
Larva Migrans Viceral
Portal mundo animal
espaço livre anucie
ligue para anunciar
Anuncie Portal Mundo Animal
Anuncie portal mundo animal
Anuncie Portal Mundo Animal
Portal mundo animal, pet shop, clinicas veterinarias, hospitais veterinários, rações e outros

LARVA MIGRANS VISCERAL

Sintomas - É bastante freqüente nos cães jovens. Apresenta-se sob a forma de problemas digestivos, diarréia e apatia. Nas infestações maciças, o cão pode morrer.

Transmissão - Os fetos do cães podem ser contaminados por intermédio das larvas do verme que contamina a mãe. Portanto, os filhotes já podem nascer parasitados. O ser humano pode contaminar-se ao inalar, no meio ambiente, os ovos do verme, o que pode acontecer através da poeira levantada pelo vento ou quando do ato de varrer o chão.

Prevenção - Medicar os animais contra os vermes, desde as duas primeiras semanas de vida. Nos animais adultos, realizar exames de fezes regularmente e tratar os porventura infestados. Evitar a estreita convivência de crianças com cães novos. Manter hábitos higiênicos na convivência com os cães, em particular no tocante à remoção e destino de suas fezes. Recolher os cães soltos em locais públicos. Não permitir o acesso de cães em ambientes onde existam crianças.

A expressão “larva migrans” foi introduzida na literatura médica para designar larvas de diferentes parasitas específicos de animais que, acidentalmente, migram durante certo tempo sob a pele do homem; já a definição “larva migrans visceral” deve ser restrita às larvas com migração prolongada em órgãos e tecidos.

O termo Toxocaríase é empregado na infecção do hospedeiro humano, entre outros, por Toxocara canis e  Toxocara cati. Ambos são ascarídeos nematóides cujos hospedeiros definitivos são o cão e o gato. O Toxocara canis foi defitivamente estabelecido como o principal agente etiológico da Síndrome da Larva Migrans Visceral, atualmente mais conhecida como Toxocaríase Humana.

CICLO BIOLÓGICO

Os cães e os gatos, que são os hospedeiros definitivos do parasita, podem infectar-se de formas diversas:
·        Ingestão de ovos infectantes;
·        Ingestão de larvas presentes em tecidos de hospedeiros paratênicos;
·        Migração transplacentária (comum no cão);
·        Passagem transmamária das larvas no leite (comum no gato);
·        Ingestão de larvas do último estágio ou adultos imaturos eliminados nos vômitos ou fezes de filhotes    infectados.

Após a ingestão de ovos infestantes de Toxocara spp pelo hospedeiro definitivo, as larvas invadem a mucosa intestinal, alcançando a linfa e os vasos sangüineos, podendo invadir vários órgãos, assim como podem migrar para o intestino delgado, onde completam o ciclo de vida até a fase adulta do parasita. Os ovos imaturos são eliminados nas fezes 4 a 5 semanas após contraída a infecção e tornam-se infectantes após aproximadamente uma semana no meio ambiente.

O homem e outros hospedeiros acidentais adquirem a infecção ao ingerirem ovos larvados de Toxocara spp. As crianças se infestam principalmente ao brincar em tanques de areia e playgrounds contaminados.

 EPIDEMIOLOGIA

As fontes de infecção para o homem são, principalmente os cães e gatos infectados pelo helminto Toxocara canis e T. cati, respectivamente. Estes parasitas são altamente prevalentes no mundo inteiro e em animais domiciliados, semidomiciliados ou mesmo os de rua. Nesses animais a infecção se apresenta com maior freqüência entre os filhotes, devendo-se principalmente à característica de transmissão transplacentária nos cães e transmamária nos gatos. Portanto, a presença de ninhada numa residência é indicativo de importante fator de risco na transmissão da doença.

O hábito de geofagismo praticada por crianças, a convivência em ambiente de baixas condições sócio econômicas, falta de condições básicas de saneamento, assim como o hábito de freqüentar parques públicos são fatores que predispõem a instalação da doença (em alta incidência?).

Umas das vias de transmissão da infecção é a ingestão de ovos infectantes diretamente através de contato com animal infectado ou, indiretamente no meio ambiente, através de mãos ou objetos contaminados com ovos larvados. Outra forma é a ingestão de carne crua ou mal cozida, contaminada pela larva do parasita.

O tamanho da população animal em uma regiãoé também muito importante na disseminação de ovos no meio ambiente, assim como a ocorrência do parasita. No Brasil, a ocorrência do T. canis em cães varia de 5,5% a 24,5% (OLIVEIRA-SEQUEIRA et al., 2002; OLIVEIRA  ET AL., 1990) E NA CIDADE DE São Paulo, de 5,5% a 8,5% (GENNARI et al., 2001; GENNARI et al. 1999), enquanto que T. cati em cães na cidade de São Paulo tem apresentado uma maior ocorrência do que t. canis, 10,23% a 34,22% (GENNARI  et al., 2001; GENNARI et al. 1999).

Cabe ainda salientar a grande quantidade de ovos eliminados pela fêmea do parasita (em torno de 200.000 ovos/dia), podendo cada filhote albergar dezenas dessas fêmeas. A existência de grandes concentrações de ovos no meio ambiente,soma-se a característica de grande resistência desses ovos à fatores climáticos hostis, podendo, portanto, permanecerem viáveis por vários anos em temperatura de 15°C a 35°C.

No homem, um inquérito soroepidemiológico realizado no Município de Campinas-SP, (ANAMURA FILHO et al., 2002) encontraram 23,9% de positividade para Toxocaríase num total de 138 amostras de soro de indivíduos de 3 mêses a 80 anos de idade.

Quanto a ocorrência de Toxocara spp. no solo, no Estado de São Paulo, SANTAREM et al. (1998) encontraram 60% de positividade para Toxocara spp. em praças e parque públicos de Botucatu, enquanto COELHO et al. (2001) também pesquisando em áreas semelhantes, encontraram 53,3%. No Município de São Paulo, em levantamento realizado por técnicos do Centro de Controle de Zoonoses e do Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura do Município de São Paulo, em tanques de areia e solo de áreas de lazer de parques públicos, têm-se encontrado ovos de Toxocara spp em 52% dos 27 Parques do Município (dados ainda não publicados).

MEDIDAS PREVENTIVAS

O aspecto preventivo, com enfoque às medidas educativas, é essencial no controle da doença e envolve:

  • Orientação à população quanto ao potencial zoonótico do Toxocara canis;
  • Identificação da fonte contaminante;
  • Modificação de hábitos precários de higiene;
  • Realização de exames parasitológicos de fezes rotineiros nos animais com proprietários e tratamento específico dos positivos;
  • Evitar o acesso dos animais de rua nos tanques de areia e áreas de lazer, especialmente os freqüentados por crianças;
  • Prevenção da defecação de animais em lugares públicos, especialmente, os freqüentados por crianças;
  • Recolher as fezes dos animais, principalmente em áreas de lazer de crianças;
  • Prevenção do consumo de carnes cruas ou mal cozidas, pelo risco de aquisição da larva nos tecidos de animais infectados;
  • Conscientização da população sobre a importância da posse responsável (não deixar o animal solto na rua, vacinar, vermifugar, etc);
  • Realização de avaliação parasitológica da areia antes de ser colocada para uso em tanques de áreas de lazer freqüentadas por crianças e após, periodicamente (pelo menos de seis em seis meses);
  • Cobris os tanques de areia com plástico resistente ou lona, principalmente à noite; Revolver periodicamente a areia das partes mais profundas para a s mais superficiais, assim como deslocar as que estiverem em áreas sombreadas para as mais ensolaradas e vice-versa;
Programa de educação sobre zoonoses para os proprietários de animais e administradores de parques.

Sempre procure um Medico Veterinário para primeira analise e tratamento.

LARVA MIGRANS VICERAL
Doenças Animais
adoção de animais
ongs e associações
debates
anuncie no portal mundo animal
São Paulo,
hora certa zelão dog