Equinos / Equoterapia

Equinos / Equoterapia

Os animais em geral contribuem bastante para as pessoas. No caso dos animais, não só são uma boa companhia, como há estudos de veterinários e cientistas que comprovam que os cavalos podem também ajudar as pessoas em termos médicos. Existe uma terapia que ajuda os humanos tanto fisicamente como mentalmente. Uma destas terapias chama-se equoterapia. A equoterapia não consiste em ensinar a pessoa a montar a cavalo, baseia-se em colocar o paciente de forma adequada em cada caso particular, de maneira que o movimento estimule o seu corpo e assim facilitar a reabilitação.

Os primeiros a darem conta dos efeitos terapêuticos do cavalo foram os Gregos, porque na altura a equitação era bastante popular no país e essa prática tonificava o corpo e ajudava a melhor o estado de espírito.

Mais tarde, os resultados de muitos estudos comprovavam que montar a cavalo era bastante benéfico porque melhorava os movimentos e o equilíbrio de quem montava. Por isso, muitos cientistas utilizaram esta técnica para combater distúrbios motores, psicológicos e neurológicos.

Cavalos: Equoterapia

O auge desta terapia deu-se nos anos 60 na Alemanha, onde foi demonstrado com resultados positivos que a terapia com cavalos tem uma eficiência no tratamento de muitas doenças.

A equoterapia consiste na integração do cavalo e do paciente num só ser. A relação que existe entre o movimento do animal e a resposta da pessoa doente é a base deste tratamento natural. Em pessoas com dificuldades motoras, o galopar do cavalo é essencial porque produz sensações muito semelhantes ao caminhar dos humanos e o paciente fica assim a familiarizar-se com a sensação. Existem muitas maneiras diferentes de trote que ajudam dependendo da situação, por isso a reacção à terapia muda de pessoa para pessoa. Os movimentos do cavalo produzem vibrações que são transmitidas pela medula óssea, com uma frequência de 180 oscilações por minuto. Portanto, é importante cavalgar sem sela, para que o contacto com o animal seja completo e a pessoa receba o calor emitido por ele, assim como também o movimento das pernas e pélvis. O cavalo é o único animal que produz este estímulo neurológico. Para os familiares de pessoas doentes, a equoterapia também pode ser muito útil para manter o ânimo.

A outra aplicação mais comum, não só melhora os movimentos motores e o equilíbrio, como também ajuda pessoas com problemas de comunicação e comportamento, sobre tudo em jovens e crianças.

Algumas das doenças que podem ser tratadas com a equoterapia são: esclerose múltipla, desordens alimentares, alguns tipos de deficiências, traumatismos cerebrais, cegueira ou surdez, dificuldades intelectuais, síndrome de Down e autismo, entre outras. Esta forma de tratamento natural também tem demonstrado que pode ser aplicada com êxito em toxicodependentes e pessoas com dificuldades de adaptação social.

Um ponto importante e quase fundamental para entender o êxito desta terapia é o facto de este tratamento não ser visto como algo doloroso ou incómodo, nem é um sacrifício que se tem como recompensa a recuperação, mas sim que se pode curar alguém com algo divertido e calmo, e aumenta a disposição do paciente. Por ser um tratamento ao ar livre, também favorece a interacção com o meio ambiente e dá maior sensação de liberdade. Podemos dizer que no âmbito psicológico, a equitação, a equoterapia ou o tratamento natural com cavalos melhor a auto-estima e a concentração das pessoas tratadas, o que na sua vez tem muita influencia na hora da reabilitação da doença.

Equoterapia cavalos

Apesar da reabilitação física que esta terapia é capaz de fazer nas pessoas, é fundamental a ajuda psicológica, que o simples facto de controlar um cavalo é muito gratificante. Apesar do sucesso que este tratamento tem provado em numerosas ocasiões, é indispensável que este tipo de tratamento seja acompanhado de outros tratamentos médicos. O primeiro contacto com o cavalo é fundamental para levar a uma boa relação e que esta seja especial. É também fundamental a confiança entre ambos. Por isso, o mais importante é não ter medo e dar carinhos ao cavalo para que o cavalo e o paciente fiquem-se a conhecer.

Como foi dito anteriormente, a equoterapia não é ensinar a montar a cavalo. É muito mais que isso. Consiste em conseguir a harmonia entre o corpo e o movimento do cavalo e as sensações da pessoa. Normalmente, a pessoa doente coloca-se nas costas do cavalo e vai-se variando as posições para melhor o equilíbrio e a corrente sanguínea em certas partes do corpo. A duração do contacto que se tem com o cavalo é essencial. O ideal é ser começar com 15 minutos, 2 vezes por semana, para que depois seja aumentada a duração no futuro, se o tratamento estiver a melhor a condição do paciente. Para uma coordenação perfeita entre o animal e o paciente, deve-se ter em conta que antes de montar o cavalo, é necessário fazer alguns aquecimentos, para condicionar o corpo ao exercício que se vai praticar. Depois do tratamento ter sido terminado, também é necessário uma sessão de relaxamento para o cavalo.