Duas técnicas simples para minimizar o medo de fogos em cães

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Duas técnicas simples para minimizar o medo de fogos em cães

medo de fogos em cães – Chegamos a última semana do ano. Finalmente 2016 está no final. Mas o que não acaba agora, na verdade só começa, é o pavor que os animais têm de fogos de artifício.

Um prática extremamente comum nesta época do ano, no mundo todo, é a queima de fogos de artifício. Porém, em alguns locais, e até condomínios, os fogos estão proibidos. Tudo isso por conta dos animais. Você acha exagero?

Vamos ao casos:

  1. muitas aves, coelhos, roedores e animais de pequeno porte podem ficar estressados com o barulho e sofrer um ataque cardíaco.
  2. com pânico, muitos cães fogem, se perdem, entram em locais inadequados, como lagos e piscinas, e acabam morrendo.
  3. no desespero, animais silvestres fogem e podem parar em centros urbanos.
  4. o barulho da queima de fogos é tão forte que pode até dificultar o senso de direção dos animais marinhos.

Por que isso acontece?

Vamos voltar para a época que os animais não eram domesticados e o ser humano não havia se reproduzido tanto.

Imagine-se no meio da floresta ou em um campo. O único barulho que escuta é do vento, dos animais e da água. Todos os sons são conhecidos e reconhecidos facilmente.

De repente, um barulho muito forte, ninguém sabe de onde vem, muito menos o que significa. Em frações de segundos, todos os animais correm e se escondem onde conseguem. Os que são sociais, se agrupam. Os solitários, buscam um local extremamente seguro para passar pela situação de medo.

Passado o barulho, aos poucos, os animais saem de suas tocas e esconderijos para verificarem como ficou o ambiente, se houve mudanças e se algum animal morreu. Tudo isso para entenderem o ambiente e se prepararem para um possível segundo barulho como aquele.

O grande problema do final de ano, ou final do campeonato, é que as pessoas não guardam seus fogos e rojões para a meia noite. Começam a soltá-los antes mesmo do meio dia.

Sabe a parte que os animais saem de suas tocas somente quando o barulho sessa? E quando ele ocorre o dia todo, sem nenhuma previsibilidade? Isso só aumenta o pânico dos animais.

Normalmente, no dia 31 de dezembro, estamos agitados, preparando a casa e, muitas vezes, nem pensamos no nosso amigo peludo. Para aumentar ainda mais o medo do cão, que é um animal social, os deixamos sozinhos, sem ter onde se esconder.

O que fazer?

No mundo ideal, fazemos treinamentos de dessensibilização do barulho. Porém, este treino não mostra resultados do dia para a noite. Dependendo do nível de medo do animal, pode levar até três meses para haver diferença no comportamento do peludo.

Esta dessensibilização pode ser feita com sons buscados na internet mesmo.

Comece colocando o som bem baixinho e brinque com o peludo daquilo que ele mais gosta. Se ele ignorar o barulho e brincar normal, no dia seguinte, aumente um pouquinho o volume e brinque novamente. A medida que ele se sentir confortável, aumente o som, dia após dia de treinamento, até que ele esteja brincando sem ligar para o barulho alto.

Caso o seu peludo fique com medo em qualquer momento do treinamento, continue a brincadeira e mantenha o volume até que ele não tenha mais medo e possa dar seguimento ao treinamento.

Pegar no colo, falar com ele ou abraçar só irá piorar o medo.

Mas se você não teve tempo de fazer todo este processo, aqui vão duas técnicas simples para o dia dos fogos.

  1. Tellington Touch: consiste na amarração de pontos específicos do corpo do animal. Ela só funciona se associada a momentos de tranquilidade. Aplicar a técnica somente na hora dos fogos, irá estressar ainda mais o animal.
  2. Toca: ofereça um local mais confortável para que o peludo se sinta seguro. Feche as portas e janelas e cubra com cobertor ou lençol para abafar o ruído. Ligue a tv ou rádio em um canal que o pequeno já esteja acostumado e aumente um pouco o volume. Deixe brinquedos que ele ame destruir. Ofereça uma caixa ou cabana confortável para que ele possa se esconder. Se possível, fique com ele na hora dos fogos para que ele se sinta mais confiante.

Cuidado!

  1. não mantenha o animal amarrado em guia ou corrente
  2. não ofereça remédios calmantes, sem aval do veterinário
  3. não deixar o peludo solto
  4. retire objetos pontudos ou de vidro do alcance do animal
  5. mantenha-o sempre com identificação

São medidas simples para que 2017 chegue com o pé direito e sem sustos!

 

 

-CA

 

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