Dirofilariose (verme do coração)
O que é: Enfermidade causada por um parasita que se desenvolve
dentro do coração do cão. O verme chega a atingir
35 centímetros é transmitido pela picada de um mosquito
infectado.
Sintomas: Por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos,
a dirofilária causa obstrução à passagem
do sangue. Para compensar o problema, o coração terá
que trabalhar mais e com mais força. Com o decorrer do tempo,
haverá enfraquecimento do músculo cardíaco que
irá dilatar-se. Em consequência disso, o cão apresenta
sinais de doença cardíaca como perda de peso, cansaço,
tosse, dificuldade de respirar, falta de ânimo e abdômen
grande. O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar
qualquer sinal. Porém, quando esses sintomas aparecem, a doença
já está avançada.
A Dirofilariose, ou o parasita do coração, é
uma doença parasitária dos cães, podendo também
afectar os gatos. O parasita responsável da dirofilariose é
um nemátodo chamado Dirofilaria imitis. É um determinado
tipo de mosquitos que transmite ao cão as formas larvares do
parasita. Estas migram através da pele e da musculatura, penetram
nos vasos sanguíneos e finalmente alojam-se no ventrículo
direito, na artéria pulmonar e na veia cava. Dependendo do
grau de infestação, os parasitas poderão provocar
uma redução considerável da função
cardíaca, dificuldades respiratórias e uma tosse crónica.
Coração de um cão com Dirofilárias no
seu interior
Onde ocorre a dirofilariose?
A prevalência da dirofilariose depende da distribuição
dos mosquitos transmissores.
De uma maneira geral, a Bacia Mediterrânica é consideravelmente
afectada. Em Portugal, as regiões do Ribatejo, do Alentejo,
do Algarve e a ilha da Madeira são as regiões mais afectadas,
respectivamente com 16,7%, 16,5%, 12% e 30% dos cães positivos.
Mapa da distribuição da Dirofilariose na Europa
Como se transmite a Dirofilariose?
A transmissão do parasita do coração faz-se através
da picada dos mosquitos fêmeas de uma espécie bem definida
(principalmente o Culex pipiens). Os mosquitos ingerem as microfilárias
(formas larvares imaturas do parasita) ao mesmo tempo que ingerem
o sangue do cão. Os cães doentes são o principal
reservatório da dirofilariose e permitem a perpetuação
da doença. Após cerca de 10 a 15 dias da ingestão
das microfilárias pelo mosquito, as microfilárias transformam-se
em larvas infectantes, dentro do mosquito. Quando o mosquito picar
outro cão, as larvas penetram no corpo do animal. Após
a transmissão das larvas de dirofilária ao cão,
estas migram até às artérias pulmonares e até
ao coração, onde se desenvolverão até
ao estado adulto, demorando este processo até cerca de 6 meses.
Culex pipiens
Quais são os sinais clínicos mais frequentes?
Os sinais clínicos da dirofilariose, consequência das
lesões causadas pelo parasita ao nível do coração
e dos vasos sanguíneos adjacentes, aparecem vários meses
após o cão ter sido picado. As dirofilárias adultas
podem medir entre 15 a 35 cm e vivem, principalmente, dentro das artérias
pulmonares e do coração do cão. Numa fase precoce
da doença, o cão demonstra poucos sinais clínicos.
Estes vão evoluindo com o tempo, sendo os principais: a tosse
crónica, a diminuição da tolerância ao
exercício e a perda de peso. Posteriormente aparecerão
a dispneia (dificuldade em respirar), a febre, podendo desenvolver-se
também ascite (líquido na cavidade abdominal). A morte
dos parasitas pode levar à ocorrência de tromboses em
vários órgãos. Na ausência de tratamento,
a dirofilariose pode ser fatal.
Como se pode diagnosticar a dirofilariose?
O diagnóstico pode ser feito de várias formas. Uma é
através de um esfregaço de sangue, observado ao microscópio,
para tentar detectar a presença de microfilárias. Outra
forma, é através da recolha de uma amostra de sangue
para detectar a presença de antigénios de parasitas
adultos. Este teste só deve ser efectuado cerca de 6 a 7 meses
após a infecção.
Microfilária em esfregaço sanguíneo
Como se pode tratar a dirofilariose?
A dirofilariose tem tratamento. Os métodos de tratamento existentes
actualmente são prolongados e implicam um acompanhamento frequente
e regular por parte do médico-veterinário. São
geralmente compostos de injecções e medicações
orais.
O tratamento não é livre de efeitos secundários.
Estes serão mais frequentes e severos quanto maior for a infestação.
Os efeitos secundários estão muitas vezes associados
com os próprios medicamentos e/ou com a morte dos parasitas
adultos, que pode levar à formação de tromboses.
Como se pode prevenir a dirofilariose?
A prevenção pode ser feita com comprimidos mensais ou
com injecções, que devem ser iniciados com alguma antecedência
em relação ao início da época anual de
actividade dos mosquitos transmissores da dirofilariose. Estes tratamentos
têm como objectivo a eliminação das formas larvares
da Dirofilaria transmitidas pelos mosquitos, evitando que estas evoluam
para parasitas adultos. Ou seja, estes tratamentos profilácticos
não evitam que os mosquitos piquem nos cães.
Sempre procure um Medico Veterinário para primeira analise e tratamento.