Desequilíbrio ambiental faz com que animais silvestres invadam as cidades

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Desequilíbrio ambiental faz com que animais silvestres invadam as cidades

Sexta-feira, 19, uma sucuri de quase 4 metros foi encontrada em Belém.
Desmatamento e queimadas forçam os animais fugirem para as cidades.

As queimadas e o desmatamento próximos às áreas urbanas estão causando um desequilíbrio ambiental. Uma das consequências disso é a fuga de animais silvestres para as cidades, colocando em risco a segurança da população.

Nesta sexta-feira (19), uma sucuri de quase 4 metros foi encontrada em um canal do bairro da Pedreira, em Belém. Cinco funcionários da Secretaria de Saneamento de Belém (Sesan) retiraram o animal do canal, acionando o Corpo de Bombeiros para remanejar a cobra para um habitat mais adequado. Nesta semana, em Parauapebas, um grupo de araras apareceu em uma castanheira no centro da cidade.

A saída de muitos animais da floresta não é um bom sinal. Com as queimadas e o desmatamento das matas próximas aos centros urbanos acabam provocando desequilíbrio ambiental, com isso animais silvestres invadem o perímetro urbano atrás de comida.



“Todo animal luta pela sobrevivência, e a ausência de qualquer espécie no seu ambiente natural é a quebra de um elo importante na cadeia alimentar onde espécies mais importantes, disseminadoras de sementes, mantenedoras da floresta começam ser afetadas”, explica o veterinário Antônio Messias.

Em 2015, em Belém, o Batalhão de Policiamento Ambiental resgatou cerca de 115 animais em risco por mês. Este ano, de janeiro a julho, quase 700 bichos já foram socorridos na capital. O problema é que alguns desses animais acabam sendo capturados por civis, que os criam em cativeiros.



“A questão dos animais aqui em Belém é uma questão muito gritante, devido à cultura de xerimbabo que temos aqui, que é justamente as pessoas pegam os animais para criar como animais de estimação. Então, tem locais que os animais jamais sairão desse zoológico”, afirma a veterinária do exercito Andreia Oliveira, ressaltando a importância de uma criação especializada desses animais silvestres capturados, para evitar um desequilíbrio ambiental ainda maior.

“É animal que você vai ter que readaptar, é animal que vai ter que ser feito toda uma triagem para ver se ele não vai ter nenhuma doença que vá transmitir para os outros animais do plantel”, disse a veterinária.

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