Conviver com animais de estimação estimula a responsabilidade em crianças

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Conviver com animais de estimação estimula a responsabilidade em crianças

animais de estimação – Ter um animal de estimação muitas vezes é sinônimo de casa animada. Porém, no período de gestação, muitas grávidas pensam em doar seus bichinhos. Mas a ginecologista e obstetra da Perinatal Mariana Conforto conta que a relação com o pet pode fazer bem:

— Tudo o que envolve cuidado com o outro pode ajudar. Um dos benefícios que a grávida tem é que quando ela sai para levar o animal para passear, acaba praticando uma atividade física, o que é ótimo para a gestação.

O cuidado com a higiene do bichinho e da casa devem ser redobrados nesse período, pois os animais podem transmitir doenças que prejudicam a formação do bebê.

— As fezes dos gatos podem transmitir toxoplasmose. O ideal é que a grávida não entre em contato com elas, ou as retire usando uma luva. Fazendo um bom pré-natal e cuidando da saúde do pet, dá tudo certo — diz Mariana.

Giovanna faz carinho em uma das tartarugas de seu tio.
Giovanna faz carinho em uma das tartarugas de seu tio. Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo

Para manter a harmonia da casa com a chegada do bebê é preciso também preparar o animal para a nova rotina.

— Procure começar as mudanças meses antes para que ele não associe a criança a coisas negativas, sempre tomando o cuidado de inserir o bicho nas novas rotinas da casa — sugere Ingrid Stein, veterinária do aplicativo DogHero.

A relação com o pet também é bom para a criança.

— O convívio com os animais estimula o exercício físico, a responsabilidade, a criatividade, bem como a socialização com outras pessoas — afirma Patrícia Mannarino, pediatra do Prontobaby.

Quando crianças e animais estiverem juntos devem ser supervisionados por um adulto, como recomenda Adriana Auzier Loureiro, da Sociedade Brasileira de Pediatria:

— O animal não deve lamber a criança ou deitar no berço.

Dicas para adaptar o pet

Antecedência: Quanto antes a adaptação começar, melhor para o animal, pois assim ele não relaciona as mudanças à chegada do bebê.

Horários: Ajuste os horários da comida e passeios dele para os mesmos de quando o bebê nascer.

Cheiro: Deixe que o cão fareje e conheça o quarto do bebê, mas com a sua supervisão. Permita que ele se aproxime da barriga e cheire. Quando a criança nascer, peça para alguém levar panos que tenham o cheiro do bebê para que ele reconheça.

Mantenha perto: Quando estiver cuidando, brincando e alimentando o bebê, deixe que ele se aproxime e participe. Faça carinho nele também, como faz no bebê.

Rotina integrada: Quando a criança for maior, dê a ela tarefas como dar comida, passear e ajudar na higiene do animal.

 

 

fonte: extra

Imagem: Roberto Moreyra / Agência O Globo

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